Porto de Paranaguá apresenta novo plano de segurança à Cesportos
AgroNotícias
25 de agosto, 2011
Projeto, orçado em R$ 25 milhões, permitirá o controle e monitoramento
de 100% da área portuária. Câmeras de segurança e sistemas
informatizados alimentarão um grande banco de dados.
O porto de Paranaguá terá um novo sistema de segurança que cobrirá 100%
da área portuária. Serão instaladas mais de 300 câmeras de monitoramento
e sistemas que garantirão a segurança terrestre e marítima 24 horas por
dia. O investimento estimado é de R$ 25 milhões e a previsão é que o
sistema entre em funcionamento até abril de 2012.
É o primeiro porto brasileiro a ter um projeto de segurança desta
amplitude. A medida visa atender exigências da Comissão Nacional de
Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos),
Polícia Federal, Receita Federal e Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (Antaq), e permitirá a atualização do Código Internacional
para Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code) do Porto de
Paranaguá.
“O porto de Paranaguá vai voltar a ser referência em segurança,
eficiência e modernidade. Nossos técnicos trabalham muito para que isso
seja realidade. As melhorias no Porto já começam a ser percebidas pela
comunidade portuária com o aumento da movimentação de cargas e os
anúncios de novos investimentos”, afirma o governador Beto Richa.
O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina,
Airton Vidal Maron, apresentou o novo plano de segurança do Porto à
Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias
Navegáveis (Cesportos), em busca de sugestões para aprimorar o projeto.
“Pretendemos lançar o mais rápido possível a licitação para contratar a
empresa que vai executar o projeto”, afirmou.
Para o delegado-chefe da Polícia Federal em Paranaguá, Jorge Luiz Fayad
Nazário, coordenador da Cesportos, o projeto da Appa é um grande avanço e
precisa ser implantado rapidamente. “A Cesportos fará as vistorias em
momento oportuno. Qualquer verificação nossa para aprimoramento do
sistema não será impeditivo para que o Porto de Paranaguá dê início à
contratação da empresa especializada”, disse Fayad.
O termo de referência para contratação da empresa que vai executar o
plano de segurança está pronto. A empresa vencedora da licitação terá 45
dias para apresentar o projeto executivo. A instalação completa do
sistema deve ser feita em 270 dias, cumprindo um cronograma de
prioridades.
O projeto inclui equipamentos, instalação, integração com os Softwares
de Gerenciamento da Appa, projeto executivo, treinamento, operação
assistida, manutenção preventiva e corretiva durante o prazo de vigência
do contrato (que é de 36 meses) e o prazo de garantia.
Para o inspetor-chefe da Receita Federal, Jackson Corbari, a principal
vantagem do novo plano é a visão sistêmica do plano de segurança do
porto. “Soluções parciais sempre resultam em algum tipo de problema, em
algum momento. Com este projeto, será possível integrar todas as áreas,
melhorando o trabalho de todos os atores do sistema”, disse.
Entenda o funcionamento do sistema
O novo sistema prevê a instalação de 300 câmeras para cobrir toda a área
portuária. Os equipamentos permitirão identificar o rosto de uma pessoa
a uma distância até 200 metros. Serão instaladas câmeras fixas, móveis,
com infravermelho e câmeras térmicas, que permitem o monitoramento de
áreas molhadas, para fazer a proteção perimetral do Porto e à
contrabordo dos navios. As câmeras térmicas identificam o movimento de
pessoas durante o dia ou a noite, além de identificarem inclusive
vazamentos em navios.
Todas as imagens capturadas pelas câmeras serão armazenadas por 90 dias
no banco de dados, conforme exigência da Receita Federal. Numa segunda
etapa, uma câmera térmica será instalada na Ilha do Amparo, garantindo o
monitoramento de toda a baía de Paranaguá.
O plano de segurança também prevê um Sistema de Reconhecimento Ótico de
Caracteres (OCR), para controlar a entrada de caminhões, vagões e
contêineres no terminal portuário. As câmeras localizadas junto às
balanças de caminhões e de vagões, no processo de pesagem, farão a
captura e registro das imagens das placas de identificação dos veículos,
contêineres e caminhões. Estas informações alimentarão o banco de dados
do sistema que irá permitir ou bloquear a entrada dos mesmos em áreas
restritas.
Três totens serão instalados no pátio de triagem para fazer o
pré-cadastro dos motoristas de caminhão, que passarão a ser
identificados por um sistema de leitura biométrica da mão para acesso ao
porto. “Teremos leitores nas balanças de entrada do porto. O
caminhoneiro, já pré-cadastrado, só terá acesso ao cais após a leitura
da mão”, explica o engenheiro responsável pelo projeto, Charles Misiec.
PROTEÇÃO PERIMETRAL – O projeto de segurança prevê ainda a instalação de
câmeras para cobrir os cerca de 2,8 mil metros de extensão dos
alambrados, muros e paredes que circundam a área portuária. As câmeras
desta área terão sensores que identificam qualquer tentativa de
transpassar os muros ou tentativas de danificar cercas.
Também serão instalados torniquetes para acesso de pessoas nos portões
de acesso de Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs), no Silão, portão
principal, pátios de veículos, píer de inflamáveis, terminal de
fertilizantes e portão de entrada do Terminal de Contêineres.
Serão instaladas novas catracas na sede administrativa e o acesso ao comando e controle será monitorado por cartões magnéticos.
O acesso de pessoas ao pátio de veículos e no TCP será monitorado por
meio de Identificação por Rádio Freqüência (RFID), um método de
identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e
armazenando dados remotamente através de etiquetas de identificação.
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